terça-feira, 15 de setembro de 2015

7 dicas para quem deseja investir em um negócio gourmet

A tendência da alimentação gourmet faz com que muitos empreendedores pensem em ter um negócio no ramo. Mas, se você entrar nessa onda sem ter como provar que faz o que promete, dizer ser gourmet pode ser ruim para a imagem da sua empresa.

É o que diz o professor Mário Oliveira, coordenador do MBA em Negócios da Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi. O gourmet, afirma, deve muito ao contexto de desenvolvimento econômico após a Segunda Guerra Mundial. "A alavanca é econômica. Chegar nesse desenvolvimento gastronômico foi uma consequência do aumento da renda, que fez com que as pessoas consumissem outras coisas e buscassem maior qualificação. E aí alguém inventa uma palavra: gourmet".

Hoje, Oliveira considera que o uso do termo é complexo, porque está associado ao fenômeno da "gourmetização": a apropriação do significado original, que se referia a especialistas em gastronomia, para ser usado de forma mais ampla. "Essa coisa da gourmetização se tornou uma faca de dois gumes. Falar que algo é gourmet, hoje, gera uma dúvida: será que é mesmo?". Quem não consegue provar acaba perdendo credibilidade, o que afeta todo o segmento.

Para quem está disposto a ter um empreendimento gourmet, entrevistamos as empreendedoras por trás dos negócios All Light Gourmet, DOOG e Maria Brigadeiro. Todas oferecem pratos ou hábitos alimentares conhecidos e aplicaram preparo, técnica e apresentação usados na alta gastronomia. Veja sete dicas para quem pensa em investir no ramo:

1. Faça algo pelo qual você tenha paixão

Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, cozinha o doce desde que tinha seis anos de idade. "Faça algo que você domina e de que você gosta muito. Assim, você tem referências e parâmetros, além de uma emoção verdadeira, o que é bem relevante para o sucesso do negócio", afirma.

2. Pesquise antes de abrir o negócio

Antes de ter um negócio gourmet, você deve fazer uma pesquisa de mercado e verificar possíveis demandas. Segundo Cacau, o All Light Gourmet surgiu de uma necessidade pessoal. "Sempre tive dificuldades de comer bem de um jeito prático dentro da agência de publicidade onde trabalhava, e surgiu essa ideia da Light. Acho que você tem que fazer muito estudo da concorrência, para abrir algo que tenha um diferencial e se sobressair".

"Precisa fazer muita pesquisa para que você possa entregar um produto com qualidade e ao mesmo tempo acessível em preço", diz Tati Aulicino, do DOOG. "A gente pesquisou, viajou para vários lugares, como os Estados Unidos, onde o hot dog era muito consumido. Percebemos que esse hot dog não tinha tratamento gourmet em lugar nenhum", explica.

3. Use ingredientes fora do comum

Mesmo que o item do seu cardápio pareça comum, é preciso escolher os melhores ingredientes. "A gente buscou produtos que são usados em cozinhas de alta gastronomia, como a trufa, um produto caro que, associado ao hot dog, dá um sabor inesquecível", conta Tati. No DOOG, um dos destaques é o cachorro-quente com maionese trufada.

Na All Light, os pratos são preparados pela chef e sócia Caro Gall. "Tem gente que come com a gente há um ano, porque todo dia tem um prato diferente e as pessoas não enjoam". Um exemplo é a salada de folhas com camarão, tartar de morango e crocante de amêndoas.

Já no Maria Brigadeiro, Juliana diz que usa ingredientes como favo de baunilha pura e chocolates refinados. "Era uma questão de honra. Eu sabia que o brigadeiro tinha um potencial: toda melhora de qualidade nos ingredientes aparecia no sabor final".

4. Foque no que você faz de melhor

Para Tati, menos é mais. "Uma das nossas premissas é manter algo saboroso, mas simples. Tem o melhor pão, a melhor salsicha, o melhor molho, em cima de um produto tido como comum".

Juliana conta que "uma série de coisas eu entendi que não conseguiria fazer porque elas comprometeriam minha qualidade. Procuro focar no que eu tenho que fazer. A gente acaba fidelizando o cliente, ele sente que a gente tem a intenção de fazer algo bem feito".

A All Light Gourmet possui pratos congelados vendidos em supermercados, mas diz que o foco é no serviço de marmitas. "Nós não temos pretensão de virar uma indústria, isso para não perder o sabor e qualidade. Os pratos têm o sabor de uma comida recém-preparada", diz Cacau.

5. Treine bem seus funcionários

No DOOG, Tati conta que investe no serviço e no atendimento. "Precisam ser muito bons. É necessário treinar as pessoas para que elas saibam o que estão vendendo. Por exemplo, temos que explicar o que é uma trufa".

Todos os funcionários da Maria Brigadeiro, que possui apenas um ateliê, foram treinados pela dona. Na época, não havia profissionais especializados apenas em brigadeiro. A equipe foi treinada para dividir funções, como enrolar a massa, confeitar e abrir forminhas. "É uma prática constante para todos os brigadeiros saírem do mesmo jeito", conta Juliana.

6. Invista em identidade visual

Mesmo que a principal característica da alimentação gourmet seja a qualidade dos ingredientes, investir no visual é necessário.

Na All Light Gourmet, toda marmita é embalada de um jeito especial. "Nossas embalagens são coloridas e fogem do que a gente já viu de comida light-diet. As pessoas se sentiam constrangidas de abrir uma marmitinha light no escritório, e agora, com as embalagens, as pessoas sentem um prazer", conta Cacau.

A Maria Brigadeiro também apostou em embalagens inovadoras. Um exemplo é a TPM Alívio, caixa que imita um remédio para combater a TPM com "bom humor e altas doses de chocolate".

7. Promova uma nova experiência

Juliana, da Maria Brigadeiro, fala em oferecer uma nova experiência para o cliente. "Quando a gente fala de gourmet, é algo necessariamente artesanal, que te surpreende de alguma forma. Tem que ser diferente do que você come na sua casa", afirma.

Já Tati destaca a ideia de praticidade e democratização. "Queremos que o hot dog continue sendo um produto democrático, mas que as pessoas possam ter acesso também a um produto de excelente qualidade. Qualquer produto de alimentação, por mais gourmet que seja, precisa ter no fundo a ideia do conforto".

Por: Lucas Rangel
Empreendedorismo - Prof. Ana Paula
Fonte : http://exame2.com.br/mobile/pme/noticias/7-dicas-para-quem-deseja-investir-em-um-negocio-gourmet

A febre dos Food Trucks invade o Brasil

Neste ano, mesmo sem crise, a febre chegou ao Brasil. Só em São Paulo, mais de 300 empreendedores pediram autorização para estacionar seus food trucks. O sucesso se repete em outros Estados. Segundo o site Food Truck nas Ruas, que ajuda a localizar os carrinhos, há opções no Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Brasília e Minas Gerais. O principal atrativo para proprietários é o preço. Incluindo o valor do veículo, cozinha e montagem, um food truck custa cerca de R$ 250 mil – mais barato que abrir um restaurante. As refeições saem, em média, por R$ 20. De olho nesse mercado, muitos chefs tentam se adaptar às cozinhas apertadas. Será que eu conseguiria fazer o mesmo?
Cozinhar num caminhão não é fácil. O espaço apertado me fez esbarrar nos colegas da cozinha o tempo todo. O calor da chapa e do fogão invade o espaço pequeno – assim como a gordura que evapora das carnes e frituras. Mesmo usando uma touca, saí de lá cheirando a peixe frito. Os ingredientes para fazer os pratos costumam vir pré-preparados de uma cozinha fora do caminhão. Marisabel deixa o peixe cortado em saquinhos, com a quantidade certa. Os molhos usados para temperar o peixe também já estão todos prontos, assim como o purê de batata-doce que acompanha o prato. “O segredo é colocar o sal na medida certa e mexer bem, para o peixe pegar todos os gostos”, diz. Parecia fácil. Pus o peixe no prato e salguei. Adicionei o coentro e a pimenta, mexi bem. Coloquei os outros ingredientes e mexi de novo. Marisabel provou, para ver se eu havia acertado. Exagerei no sal. “Não tem problema, é só colocar mais limão”, disse. Enquanto me ensinava a fazer ceviche, os clientes começaram a aparecer. “Gosto de ver a cara do cliente, de conversar com ele”, diz Marisabel. O que para ela é motivo de alegria, para mim foi motivo de angústia. Não vi nenhuma fila organizada. Normalmente, as pessoas ficam amontoadas na frente do balcão, olhando o que você faz. Alguns continuam na frente do balcão mesmo depois de pedir e atrapalham a fila. Outros se afastam   demais do food truck e obrigam o cozinheiro a berrar várias vezes o mesmo nome. Espaço à parte, a principal diferença entre cozinhar num food truck e numa cozinha comum é esse contato direto com os clientes. Num restaurante, quem lida com as exigências e ansiedades dos clientes são os garçons e gerentes. Num food truck não existe essa barreira. O cozinheiro faz tudo: ouve pedidos, lava louça e lida com as oscilações de humor do público. Assim que terminei de fazer o ceviche, saí correndo da cozinha. Estar lá fora é bem mais confortável.

Por : Lucas Rangel
Empreendedorismo - Prof. Ana Paula
Fonte : http://epoca.globo.com/vida/vida-util/gastronomia-e-estilo/noticia/2014/09/invasao-dos-bfood-trucksb.html

Quer o novo iPhone 6s? Pois bem, prepare o bolso que a Apple vai lhe usar

Até o final do ano o Brasil deverá receber os novos iPhones, anunciados pela Apple na semana passada. Daí a alguém poder comprar os novos aparelhos será um caminho longo e, principalmente, muito caro. Isso porque o preço do produto deverá bater recordes por aqui.

O modelo mais simples do novo iPhone 6s terá 16GB de memória, o que é considerado pouco para os padrões atuais. Nos Estados Unidos, custará US$ 199 — aproximadamente R$ 770. Já  no Brasil a expectativa é que o aparelho saia por no mínimo R$ 4 mil, estourando barreiras de preços existentes.

Lançado no ano passado, o iPhone 6 já foi alvo de polêmica por conta de seu preço. Chegou ao Brasil custando a partir de R$ 3200 em uma época na qual o dólar estava cotado a R$ 2,59. Hoje, com o dólar a R$ 3,88 e em crescente absurda a expectativa é que o preço surpreenda ainda mais os usuários.

Especialistas ainda argumentam que, com os upgrades apresentados, o usuário que tiver o iPhone 6 dificilmente veria uma melhora que valha o investimento gigantesco. Apresentado em conferência da Apple em San Francisco, nos Estados Unidos, o novo aparelho não traz tantas mudanças significativas.

Por: Lucas Rangel
Empreendedorismo - Prof. Ana Paula
Fonte : https://br.noticias.yahoo.com/blogs/super-incrível/quer-o-novo-iphone-6s--pois-bem--prepare-o-bolso-que-a-apple-vai-lhe-usar-150318438.html

VACINA CONTRA MENINGITE B JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO BRASIL

A partir da semana do dia 10 de maio deste ano, a vacina que protege contra a meningite do tipo B chega às clínicas particulares brasileiras. Até o momento não existia nenhum tipo de imunização contra a doença, considerada de grande letalidade por conta da rápida evolução do quadro clínico após a infecção. Produzida pela GSK e aprovada em janeiro de 2015 pela Anvisa, a BEXSERO (nome comercial) é indicada a partir dos dois meses e pode ser aplicada até os 50 anos. A farmacêutica informou que vai comercializar a vacina para as instituições a R$ 340,00 a dose. O Entretanto, fica a cargo das clínicas estipularem o preço final ao consumidor.
meningococo B (MenB) é um dos principais causadores de meningite bacteriana no mundo. Para se ter uma ideia da gravidade da doença, de cada dez casos, dois são fatais. As meningites bacterianas, que representam de 20% a 40% das meningites, são consideradas as mais graves, devem ser tratadas com antibióticos e requerem hospitalização em UTI, devido à alta taxa de mortalidade. Já as meningites virais, que felizmente são a maioria, são bem mais leves e em geral não exigem internação. Raramente, as meningites podem ser provocadas por fungos ou pelo bacilo de Koch, causador da tuberculose.
Segundo o pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações), é de extrema importância a criação dessa vacina, pois dentre as doenças que possuem prevenção atualmente, tais como as hepatites, a difteria ou o tétano, a meningite B é a mais letal. “Quando o paciente entra em contato com a doença, pode perder a vida ou então ficar com sequelas gravíssimas, como cicatrizes, amputações e debilidade motora.”
O que torna a enfermidade ainda mais traiçoeira é o fato de que seus sintomas são facilmente confundidos com os de uma virose, por exemplo. O paciente, a princípio, pode ter febre, náusea, vômito, dor de cabeça, cansaço e irritabilidade. Na sequência, pode apresentar manchas arroxeadas na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz. “Infelizmente, é bastante comum a pessoa ir até o pronto-socorro diversas vezes e voltar cada vez com um diagnóstico diferente. Entretanto, se ela não for tratada imediatamente, pode morrer  em poucas horas”, ressalta o especialista.
Em março deste ano (2015), no Rio Grande do Sul, uma criança de 5 anos chegou a ir três vezes ao hospital. Nas duas vezes recebeu o diagnóstico de virose e lhe disseram que não seria necessário ficar em observação. Apenas quando o paciente começou a apresentar manchas na pele, os médicos suspeitaram de meningite, mas já era tarde demais. A transmissão da doença acontece por meio de secreção respiratória (presente na saliva, espirro e tosse).

Por: Lucas Rangel
Empreendedorismo - Prof. Ana Paula
Fonte : http://drauziovarella.com.br/noticias/vacina-contra-meningite-b-ja-esta-disponivel-no-brasil/

Brasil ainda luta com a atrofia intelectual diagnosticada por Antonio Candido

A leitura para conhecimento e a reflexão para a decisão caminham lado a lado quando decidimos voltar nossa atenção ao que já foi dito e ainda ecoa pelas paredes do tempo presente. Assim, lembremos de 1970, ano em que Antonio Candido, no ensaio Literatura e Subdesenvolvimento, problematiza a respeito de certa “atrofia” intelectual brasileira resultante de uma obediência estética aos modelos culturais europeus.
O primeiro passo a fim de entendermos a nossa condição de atraso cultural estaria voltado para a análise das deficiências materiais que impedem o avanço de uma literatura nacional dependente da estruturação de um sistema de circulação das obras no meio social. Como problema inicial, o analfabetismo, que destruiria aquele dinamismo sistêmico no tocante à categoria de público leitor. Numa segunda falha sistêmica, alinham-se os meios de comunicação que carecem de melhor difusão no seu papel de disseminação cultural (editoras, jornais, revistas) e os escritores numa evidente “impossibilidade de especialização” em suas tarefas literárias
Na esteira destes pensamentos sobre os motivos do subdesenvolvimento nacional, nada mais lógico que Antonio Candido introduza o conceito de dependência cultural como um “fato por assim dizer natural, dada a nossa situação de povos colonizados que, ou descendem do colonizador, ou sofreram a imposição de sua civilização”. O crítico situa claramente os seus pressupostos quanto ao nosso “vínculo placentário” em relação às literaturas europeias, fato “quase natural”, que não deixa dúvidas sobre a constituição de um quadro de expressão artística nacional dependente das formas culturais importadas. Paradoxalmente essa dependência poderia ser considerada o estágio inicial para a organização de “obras de primeira ordem” que, influenciadas por modelos europeus, fundariam uma causalidade interna de afiliações estilísticas; por exemplo, a literatura dos anos 1930 e 1940 teria sido fruto de um modernismo brasileiro. No final dos anos 1960, tais concepções totalizantes cediam lugar a um discurso sobre os descaminhos e os descompassos entre o contexto cultural da América Latina e os padrões estéticos metropolitanos europeus.
Cabe a nós, portanto, reler Candido. E hoje, após 45 anos da publicação desse seminal ensaio, ao relembrarmos mais um ano da independência nacional, perguntarmos se ainda somos dependentes. Na bolsa de valores literários, já somos capazes de influenciar as literaturas do hemisfério norte? É crível utilizar uma gramática teórica pautada pelos signos da atrofia e da debilidade cultural? Ainda somos subdesenvolvidos culturalmente apesar do nosso protagonismo em grandes eventos mundiais? Ainda faz algum sentido idealizar um mundo das letras que esteja ameaçado pelo espectro da dependência e do anacronismo? Ainda existe o medo de sermos um monstrengo regurgitado e composto pelos restos das altas literaturas? Ainda somos seres-espantalho que habitam o quintal cultural e político da literatura mundial?
Talvez qualquer resposta unilateral e definitiva seja temerária. Somos habitantes limiares que sofrem de um inexorável torcicolo de paroxismos: pois, se é verdade que a literatura nacional tem sido homenageada em Salões do Livro mundo afora, também não é menos verdade que sofremos com um vergonhoso ranqueamento mundial quanto aos índices de alfabetização. Se não somos periferia, também não somos centro. Talvez um entre-lugar intercambiante. Até porque o binarismo margem e centro parece não resistir à realidade  e contelátoria e rizomática da contemporaneidade.
Existe um ensinamento de Candido que deve sempre estar na nossa mesa: “literatura é um direito”. Mas esse direito ainda é para poucos. O que nos afasta de uma espécie de partilha do sensível, da ternura e do afeto. Afinal, a literatura humaniza em sentido profundo, “porque faz viver”. Em última instância, a literatura também é tecnologia escapista de resiliência e sobrevivência. É voar fora da asa, nas palavras de Manoel de Barros. Que continuemos lutando para que mais brasileiros tenham acesso às epifanias das palavras-pássaro.
Bianca Vasconcelos Novelli
História

Pigmeus correm risco de extinção

A equipe do Domingo Espetacular fez uma viagem fascinante à África para desvendar a intimidade de um dos povos mais antigos do mundo: os pigmeus.
Nômades e caçadores, os baixinhos mais corajosos da África foram expulsos da floresta e correm risco de desaparecer.
Os pigmeus estão entre os primeiros habitantes do planeta. Eles foram descobertos na África há 2.000 anos, mas estudos mostram que eles surgiram muito antes disso: há 60 mil anos.
Eles têm como característica física mais marcante a baixa estatura: atingem, no máximo, 1,5 m de altura.

Por: Lucas Rangel
História - Prof. Ana Paula
Fonte : http://noticias.r7.com/internacional/noticias/pigmeus-correm-risco-de-extincao-conheca-suas-tradicoes-milenares-20120709.html

Sou pequeno ou grande? Reflexões do empreendedor moderno

Ser PME ou não ser, eis a questão. O crescimento econômico registrado pelo Brasil nos últimos anos fez muitas empresas passarem de pequena para grande em seu nicho e conquistar respeito do mercado. Entretanto, a estagnação que o país enfrenta hoje faz muitos empresários adaptarem o questionamento clássico de Hamlet para o mundo dos negócios. Grandes corporações também estão enxugando suas estruturas e readequando seus passos.
A definição desses conceitos merece muitos atos. Se antes o dono do negócio conseguia ficar mais próximo e garantir que tudo andasse dentro do planejado, o aumento na receita e nos clientes traz novos desafios e responsabilidades, fazendo com que a administração tome um tempo precioso dos fundadores.
É necessário fazer uma reestruturação antes de dar um passo maior do que o próprio planejamento idealizado. O sócio deve manter o controle da maioria dos processos para manter a qualidade. É possível ter uma empresa enxuta, mas ao mesmo tempo robusta e referência para o mercado. Para isso, é preciso criar métricas de acompanhamento dos processos e passar a cultura adiante da empresa adiante. Faça com que os colaboradores mais próximos absorvam o espírito que motivou o crescimento inicial e repassem para suas equipes. Este é o papel de liderança ativa dos empreendedores. Para quem está à frente o negócio, fazer bom gerenciamento do tempo não conflita e não trava o funcionamento da empresa.
O cenário mais competitivo e aberto à inovação tem misturado características de pequenas e grandes empresas, sendo comum encontrarmos algumas com estrutura enxuta e alto faturamento e outras corporações com muitos colaboradores, mas sem um bom lucro. O importante, porém, é unir o melhor dos dois lados e operar de forma mais sinérgica. Para qualquer porte, as práticas de boa gestão pedem pés no chão para crescer de forma adequada ao tamanho de cada companhia. Sair do pequeno é um grande desafio e fazer esta transição é difícil, mas com dedicação e trabalho é possível chegar lá.

Bianca Vasconcelos Novelli
Empreendedorismo